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Eledimar Tadeu

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João Damasceno, Advogado
João Damasceno
Comentário · há 5 anos
Aproveitando o comentário do Orlando Silva Netto:
Netto, os bancos são mais espertos ainda.
Explicarei a fórmula deles para incrementar custos e ganhos exponenciais quanto ao meu próprio financiamento de veículo:
- Na loja, ao insistir com o vendedor para saber a taxa efetiva de juros, foi-me informado que a taxa praticada seria de 1,1% am.
- De posse da informação dos juros, calculei quanto seria a prestação.
- Ok. Autorizei o financiamento do saldo, considerando a parcela de entrada.
- Qual não foi a minha surpresa ao ser interpelado pelo gerente de vendas, ao informar que a tal taxa de 1,1% não poderia ser efetivada no contrato, pois, após análise do banco e dos custos a serem incluídos (TAC, IOF, R alguma potência, que é a comissão que os bancos pagam ao vendedor ou concessionária, e nunca é exibida no contrato. R5, por exemplo), a taxa a ser contratada seria de 1,51%
- Respondi que, ainda que houvessem mais parcelas a serem incluídas, elas deveriam compor o capital a ser financiado e não alterar a taxa de juros que havia sido anunciada.
- O gerente não soube explicar absolutamente nada, em face da singeleza do raciocínio anterior, e que o banco tinha custos a mais para adicionar, e que, ao assinar o contrato, eu receberia um espelho de toda a transação, custos e cálculos.
- Disse ok, mas quero ter noção de tudo isso antes de assinar.
- Bom, como no Brasil não é permitido discutir contrato, i.e., ou assina ou não há negócio. Adequar, como manda o CPDC, nem pensar. Assinei.
- Qual a mutreta dos bancos? Banco do Governo hein??!!
- O banco calcula quanto em percentual do valor do contrato, i.e., a ser financiado, significa o valor do IOF, quanto em percentual significa a TAC, quanto em percentual significa o retorno.
- Ao encontrar tais percentuais, o banco, espertamente, na socapa e na sorrelfa, soma os percentuais a taxa do financiamento, ou seja, 1,1% + 0,32% + 0,26% + 0,22%, a título de exemplo.
- Assim, a taxa anunciada na concessionária, que se trata de marketing fish, ou seja, para pescar o consumidor, passará a ser, na verdade, de 1,90%, como no exemplo acima.
- E, para piorar, o banco, espertamente, aplica o percentual efetivo calculado (1,90%) sobre o capital a ser financiado, este agora não mais sendo o saldo que restou da diferença do veículo, mas o saldo acrescido dos custo que alegou que teria. Assim, a título de exemplo, ficaria uma conta hipotética:
Saldo: R$ 27.000,00
TAC R$ 600,00
IOF R$ 570,00
R3 R$ 480,00
Total a ser financiado R$ 28.650,00.
A uma taxa de 1,90%.
Ou seja, o banco ganha duplamente.

Por fim, o que mais me impressiona são os juízes e o Judiciário, incluindo o STJ, que fazem de conta que nada entendem dessas regras de três elementares.
Digo, ou realmente nada entendem, ou são seduzidos a não entenderem.

Este é o país que merecemos....
Manda o Santander, o HSBC, etc., fazer isso na Europa ou nos EUA.
Faça China, para ver o que acontece: bala na nuca!

Abs, João Damasceno.

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